Porque doem os dentes?
A dor de dentes é um sintoma, não uma doença. Na maioria dos casos, indica que algo atingiu a dentina ou a polpa do dente — a parte interna onde estão os nervos — ou que as gengivas e o osso de suporte estão inflamados.
As causas mais frequentes que vemos em consulta são:
Cárie dentária
quando a lesão se aprofunda, expõe a dentina e o dente passa a reagir ao frio, ao calor e aos doces.
Infeção ou abcesso
uma infeção na raiz do dente provoca dor intensa e latejante, por vezes com inchaço.
Gengivite e periodontite
gengivas inflamadas ou retraídas deixam a raiz exposta e sensível.
Dente partido ou restauração danificada
uma fratura, mesmo pequena, pode deixar o nervo desprotegido.
Sensibilidade dentária
desconforto breve e agudo com alimentos frios, quentes ou ácidos.
Dentes do siso
quando nascem mal posicionados ou ficam parcialmente cobertos pela gengiva.
O que fazer de imediato para aliviar a dor em casa?
Enquanto aguarda pela consulta, há medidas simples e seguras que ajudam a controlar o desconforto:
- Bocheche com água morna e sal (uma colher de chá de sal num copo de água) para ajudar a limpar a zona e reduzir a inflamação.
- Aplique uma compressa fria no exterior da face, em intervalos de 15–20 minutos, para diminuir o inchaço.
- Tome um analgésico de venda livre, como paracetamol ou ibuprofeno, respeitando sempre as instruções da embalagem e as indicações do seu médico ou farmacêutico.
- Use fio dentário com cuidado para remover restos de comida que possam estar a pressionar a gengiva.
- Mantenha a cabeça elevada ao deitar — deitar-se completamente na horizontal aumenta a pressão sanguínea na zona e pode intensificar a dor.
Quando é urgente ir ao dentista?
Dor intensa, febre, inchaço ou trauma precisam de orientação urgente: ligue para a clínica antes de vir. Dificuldade em respirar, falar ou engolir, ou hemorragia abundante que não para, exige ajuda médica imediata pelo 112.
- Inchaço na face, na gengiva ou no pescoço — pode indicar um abcesso em expansão.
- Febre associada à dor de dentes.
- Dificuldade em engolir ou em abrir a boca.
- Dor intensa que não cede com analgésicos de venda livre.
- Traumatismo — dente partido, deslocado ou que caiu na sequência de uma pancada.
- Sangramento que não para.
Contacte a clínica para orientação urgente. Dificuldade em respirar, falar ou engolir, ou hemorragia abundante que não para, exige ajuda médica imediata: ligue 112.
Ver contactos de urgência dentáriaO que não deve fazer quando tem dor de dentes?
Alguns hábitos comuns pioram a situação ou mascaram o problema sem o resolver:
- Não coloque aspirina (nem qualquer comprimido) diretamente sobre o dente ou a gengiva — pode queimar os tecidos.
- Não aplique calor na face: o calor pode acelerar a propagação de uma infeção.
- Não tome antibióticos por iniciativa própria — só o dentista ou o médico podem avaliar se são necessários.
- Não ignore uma dor que desapareceu sozinha: quando a dor de um dente com infeção cessa de repente, pode significar que o nervo morreu, mas a infeção continua a evoluir.
Como é tratada a dor de dentes na consulta?
O tratamento depende sempre da causa, por isso o primeiro passo é uma consulta de avaliação com exame clínico e, quando necessário, radiografia.
Se a causa for uma cárie, o dente é tratado e restaurado. Se a infeção já atingiu o nervo, a solução habitual é a endodontia (desvitalização), que remove o tecido infetado e permite manter o dente natural. Em casos de doença das gengivas, o tratamento passa pela higienização profunda e acompanhamento periodontal.
Atendemos em Almada, Fernão Ferro e Baixa da Banheira, de segunda a sábado, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 19:00. Ligue antes de vir: a equipa avalia a urgência e confirma a primeira hora disponível.
Como prevenir a dor de dentes?
A grande maioria dos episódios de dor de dentes tem origem em problemas evitáveis. A prevenção assenta em três hábitos:
- Escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia com pasta fluoretada e usar fio dentário diariamente.
- Fazer uma limpeza dentária profissional e um check-up regularmente — é nestas consultas que as cáries são detetadas antes de doerem.
- Não adiar o tratamento de cáries pequenas, sensibilidade persistente ou sangramento das gengivas.
As dúvidas mais comuns
- A dor de dentes passa sozinha?
- Raramente. A dor de dentes é quase sempre sinal de um problema ativo — cárie, infeção ou inflamação — que continua a evoluir mesmo que a dor diminua temporariamente. Se a dor desaparecer de repente, a causa não desapareceu: marque consulta na mesma.
- Posso tomar antibiótico por minha conta para a dor de dentes?
- Não. Os antibióticos só são indicados em situações específicas e exigem prescrição. Tomá-los sem avaliação pode mascarar a infeção, atrasar o tratamento correto e contribuir para resistências. O tratamento da causa — e não apenas dos sintomas — é o que resolve a dor.
- Quanto tempo posso esperar com dor de dentes antes de ir ao dentista?
- Se a dor persistir mais de 1–2 dias, marque consulta. Com inchaço ou febre, telefone para orientação e avaliação urgente. Dificuldade em respirar, falar ou engolir exige ajuda médica imediata: ligue 112.
- Porque é que a dor de dentes piora à noite?
- Ao deitar, a posição horizontal aumenta o fluxo sanguíneo na cabeça e a pressão sobre a zona inflamada, intensificando a dor. Além disso, à noite há menos distrações, o que torna a dor mais percetível. Dormir com a cabeça ligeiramente elevada pode ajudar.
- Onde posso ser atendido com urgência perto de Almada, Seixal ou Moita?
- A Fábrica do Sorriso tem três clínicas na Margem Sul — Almada, Fernão Ferro e Baixa da Banheira — que recebem casos urgentes de dor de dentes de segunda a sábado, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 19:00. Servimos também pacientes de Seixal, Corroios, Sesimbra, Moita, Barreiro e zonas vizinhas.
Autoria: Dr. Carlos Sousa
Última atualização a 7 de outubro de 2026. Este artigo é informativo e não substitui uma consulta.
